"Burnoutinho"
- psifesantana
- 21 de jun. de 2024
- 2 min de leitura
“It’s not the suffering that leads to hopelessness. It’s the suffering you think you can’t control”. / “Não é o sofrimento que leva à desesperança. É o sofrimento que você acha que não consegue controlar”. Dr. Martin Seligman
Que a gente vive na correria não é novidade, mas será que estamos próximos do limite com essa normalização da sobrecarga, desgaste e fadiga?

Na terapia tem uma expressão “ganho secundário”, que precisa de uma lupa enorme para os viciados de plantão na adrenalina da ultraprodutividade. Esse ganho secundário é aquela razão velada pela qual você não abre mão de um comportamento negativo, que te traz perdas, sejam de saúde, emocionais ou sociais.
Por exemplo, trabalhar é ótimo, só trabalhar – nem tanto. O burnoutinho é um meme das redes sociais e as piadas sobre a “vida na firma” voam por aí. Essas são formas de falarmos sobre os temas que incomodam de um jeito irônico e jocoso, mas por traz da diversão, tem uma reflexão de que há um conformismo sobre o trabalho ser a razão do esgotamento.
O trabalho é parte essencial da vida, nascemos com o propósito de exercer nossas forças de caráter para o mundo, contribuir e sentir-se realizado. Começa a “dar ruim” quando se perde a mão e o trabalho vira o fim e não a jornada. Vou deixar bem claro que ser um bom profissional exige dedicação e aprimoramento contínuo, o ponto aqui é atenção para que não seja a qualquer custo.
Trabalhar longas horas, sem tempo para qualquer outra atividade que te traga prazer, tolerar desrespeito, agir de maneira rude com os outros, aumentar sua irritabilidade, sucumbir às pressões externas, perceber redução da concentração são apenas alguns dos aspectos que merecem atenção. Observar esses sintomas e ignorá-los pode ser um caminho prejudicial à saúde mental.
O stress faz parte do cotidiano, na medida adequada, ele nos impulsiona, mas como tudo que é em exagero, viver sob stress contínuo traz prejuízos à saúde física e emocional.
Vale parar para refletir em que momento da vida você está e como isso reverbera no seu bem-estar.
Se perceber um desequilíbrio, vale refletir as razões das suas escolhas diárias. E é corriqueiro responder que é “pelos boletos”, mas sabemos que nem sempre é financeiro.
Então para ajudar a pensar um pouco mais sobre o tema, compartilho aqui dois instrumentos simples e interessantes para essa reflexão:
- Roda da vida

Começando simples, basta usar a imagem para pensar quais notas você atribui para cada esfera da sua vida. Depois pense, quais notas gostaria de alcançar e como pode evoluir no aspecto que considera prioritário. Fonte: https://positivepsychology.com/wheel-of-life-coaching/
- Inventário de forças de caráter
É uma auto avaliação para conhecer melhor suas preferências, o que te mobiliza. A minha primeira força de caráter é paixão pela aprendizagem! https://www.viacharacter.org/survey/pro/feliciencia/account/register
Para mim, por exemplo, gosto de manter um post it na frente ao meu note com a pergunta:
“Como terminou meu dia?”
E reflito em aspectos como satisfação, bem-estar, o quanto contribui e aprendi, se me senti inspirada por alguém etc.
Lembre-se, você não precisa estar sozinho (a) nessa descoberta.

Comentários